Estava pensando em como começaria esse assunto,que é algo que a maioria dos gays nem comentam,então eu pensei ,nada melhor do que começar com uma postagem do jornal à Folha de S.Paulo onde o Ministério da Saúde falam sobre estudos feitos sobre a infecção pelo HIV.
"Estudos ainda mostram que o risco do homem que fez sexo com homem é 18 vezes maior de ter infecção pelo HIV do que a população que não tem esse tipo de atividade sexual", disse o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, à Folha de S.Paulo.
Agora trarei uma experiência para a reflexão:
Quando você se dirige a um posto de doação de sangue,você é submetido a uma entrevista,na qual um agente de saúde faz algumas perguntas,dentre elas estão envolvidas antecedentes com drogas e hábitos sexuais,quando terminam a entrevista,eles lhe informam se você está apto ou não para a doação.
Fui com um amigo meu fazer uma doação sanguínea e ensaiamos todas as questões da entrevista,combinamos de dizer tudo igualzinho,menos em uma das perguntas,quando a agente de saúde perguntasse nossa opção sexual,eu falaria que sou heterossexual e ele diria que era homossexual,quando o resultado chegou,não deu outra,eu estava apto para a doação e ele não.
Porque o sangue dos homossexuais não presta?
Para o Ministério da Saúde, todo gay faz parte de um grupo de risco de transmissão de HIV, não importa o quão saudável seja o seu estilo de vida.Agora porque esse fato ainda acontece,se no meio cientifico não considera mais a idéia de "grupos de risco",substituíram por "comportamento de risco".
Minha opinião,acho que o Ministério da saúde deveria reformular este questionário,se o doador for gay,ao invés de exclui-lo,deveriam saber mais sobres os seus hábitos e comportamentos sexuais,quantas vezes ele faz sexo por mês?,com quantos parceiros diferentes ele já teve em uma relação sexual?,para ver se há ou não um comportamento de risco por parte deste doador ou o Ministério da Saúde deveria avaliar a qualidade do sangue doado e excluí-lo caso seja necessário ao invés de excluir as pessoas com base em preconceitos e estigmas do passado e nem tirar delas o direito de serem solidárias.






